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A psicodinâmica dos processos mentais e a formação das neuroses

Freud foi o primeiro a clarificar a importância do aparelho psíquico para a vida do ser humano e a sua relação com os outros. As primeiras relações, que inicialmente eram restritas às mães, estendem-se aos demais como os pais, irmãos, avós, tios e posteriormente surge relacionamentos fora do seio familiar. Assim, nos estágios iniciais da vida a criança possui uma atitude egocêntrica, no desenvolvimento de suas relações objetais. Destarte, as relações inadequadas e insatisfatórias com os objetos podem impedir o desenvolvimento das funções do ego, e assim, potencialmente, estará cultivando um terreno para graves dificuldades na vida adulta.

Em uma das fases do desenvolvimento da libido, a criança inicia relações objetais que se convertem em relações mais intensas e decisivas para a sua vida. Assim, os desejos e pulsões mais ativas e impetuosas que a criança enfrenta são impulsos fálicos. 

De acordo com La Planche e Pontallis (1998) a relação objetal designa um modo de relação do bebê com seu mundo, resultado originário de uma determinada organização da personalidade e apreensão fantásticas dos objetos. Essas relações objetais estão agrupadas em torno do Complexo do Édipo e são fundamentais para o desenvolvimento mental normal e ou patológico.

A criança, em seu desenvolvimento, sente um conjunto organizado de desejos amorosos e hostis em relação aos seus pais (casal parental). Na literatura freudiana, o Complexo de Édipo tem o seu marco em torno de três a cinco anos, durante a fase fálica. Ou seja, quando o seu declínio marca a fase da latência. Vale lembrar que o conflito edipiano é gerado de forma diferenciada em cada sexo e precisa ser resolvido sob a pressão da realidade, já que as sequelas desse conflito permanecem em estado inconsciente alocado no Id.

Fatores ambientais e evolutivos relacionados ao comportamento humano operam em todos os níveis de desenvolvimento das estruturas mentais e da personalidade figurando assim, na explicação da psicodinâmica da evolução da libido, do desenvolvimento normal e ou patológico do sujeito.

A sua vez, a libido, representa vontade, desejo. Freud empregou essa terminologia para caracterizar uma energia própria da pulsão sexual, manifesta na vida psíquica. A orientação freudiana é de que toda a pulsão está situada no limite entre o somato e o psíquico.

No início de sua obra, Freud dividiu os transtornos emocionais, que então ele denominava psiconeuroses, em três categorias psicopatológicas

1. As neuroses atuais (que estavam em desuso na psicanálise, mas que recentemente voltam a ocupar, com esse mesmo nome, um lugar de destaque, principalmente a partir dos estudos com pacientes somatizadores). 
2. As neuroses transferenciais, também conhecidas como psiconeuroses de defesa (que eram as histerias, as fobias e as obsessivas). 
3. As neuroses narcisistas (que constituem os atuais quadros psicóticos). 
Freud afirmava então que somente as neuroses transferenciais poderiam ser tratadas pelo método psicanalítico, visto a transferência ser a matéria-prima da psicanálise, e, na época, a psicanálise não reunia condições para perceber a existência da transferência naqueles pacientes que estavam em um estado de encapsulamento narcisístico próprio das psicoses (ZIMERMAN 2010, p.197).

Ao longo dos anos muitas coisas se modificaram substancialmente na ciência da psicanálise e na da psiquiatria, isto é, as síndromes da psicopatologia foram ganhando uma crescente compreensão genético-dinâmica e paralelamente os autores foram ampliando, subdividindo, diversificando, construindo novos modelos e, portanto, aumentando a complexidade dos estudos e classificações das doenças, tal como aparece nas modernas classificações diagnósticas, como o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) ou o Classificação Internacional de Doenças (CID). Conforme pontua Zimerman (201) As estruturas caracterológicas, os sintomas, as inibições e os estereótipos que configuram as diversas síndromes psicopatológicas resultam de um jogo dialético entre as relações objetais, as ansiedades e, para contra arrestá-las, os tipos de mecanismos que são utilizados pelo ego.



Referências

LAPLANCHE, Jean; PONTALIS, Jean-Bertrand. Vocabulário da Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes, 1998.
ZIMERMAN, David E. Fundamentos psicanalíticos: teoria, técnica e clínica - uma abordagem didática. Porte Alegre: Artmed, 2010. [Recurso eletrônico].
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